sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Samba-Enredo

Não gosto de carnaval, não participo, mas gosto de algumas coisas, como escola de samba e samba-enredo. Samba-enredo é radical, forte, contagiante. Também gosto daquelas marchinhas antigas, coisas do tempo da minha avó Ambrosina, saudosa avó.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

O Mundo Cresceu

O mundo cresceu. Porque existe o que hoje chamamos de conectividade, uma atividade frenética de informações que nos mostram até o que não gostaríamos de ver. E nós diminuímos, pois que nos fragilizados diante da impossibilidade de formar um quadro com tudo o que nos chega. É uma fase de aprendizado que não tem prazo para chegar ao fim. Precisamos ser resistentes e sábios, precisamos sobreviver.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Morador de Rua

Ninguém, de fato, mora na rua. Morar, no sentido pleno, não. Todavia, mudar o termo para "pessoa em situação de rua" parece mais obedecer a uma burocracia sentimental tola, já que a situação, que é MORAR NA RUA, continua. Eu fico com o primeiro termo.

Sobre O Viver

"Eu poderia ser outra pessoa", dizemos isso ao menos alguma vez na vida. E, ainda que sendo o mesmo, somos, ao longo do tempo, diferentes versões. Da mesma forma, mudam as fases da vida, cada uma trazendo suas oportunidades e obstáculos próprios. Viver é de verdade, errando e acertando, não tem ensaio. E caso pudéssemos ser outros, diferentes totais de nós, estaríamos pensando isso, a partir daquele (outro) ponto de vista. Sejamos gratos, apesar dos pesares! Sejamos nós, até porque é só o que podemos - devemos - ser!

Postura Pacífica

Diz o ditado popular que "se um não quer, dois não brigam", o que é verdade, embora se possa pensar nalguma exceção a esta regra. Interessa aqui chamar a atenção para a postura pacífica, prática que abrange outras ideias. Fazer a paz é um aprendizado!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Aquelas Crianças

Escuto, ao longe, os restos do carnaval: música "alegre". Lembro-me, então, de quando tinha uns oito anos de idade, neste mesmo período, o carnaval, com o mundo dos adultos agitado, as ruas mais cheias de gente, uma "correria". Só que eu, ali, não era participante, pois que invisível, criança que era, como disse, sem saber de tudo o que ainda viria. A rua, aquela de minha morada, se antes da folia, era calma. A casa, agradável. Eu e meus irmãos, ainda meninos e meninas, crescíamos na paz possível, tempo de que sinto saudade. A saudade é uma dor, mas é uma dor calma, morna, e, curiosamente, é capaz de carregar junto a alegria, uma alegria que sofre, mas que, ainda assim, é alegria. Um dia, quem sabe, no mistério da vida, estaremos todos juntos, com nosso pai e nossa mãe, e seremos, de novo, aquelas crianças.

X  f  👣  🐝  🧡