terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Aquelas Crianças

Escuto, ao longe, os restos do carnaval: música "alegre". Lembro-me, então, de quando tinha uns oito anos de idade, neste mesmo período, o carnaval, com o mundo dos adultos agitado, as ruas mais cheias de gente, uma "correria". Só que eu, ali, não era participante, pois que invisível, criança que era, como disse, sem saber de tudo o que ainda viria. A rua, aquela de minha morada, se antes da folia, era calma. A casa, agradável. Eu e meus irmãos, ainda meninos e meninas, crescíamos na paz possível, tempo de que sinto saudade. A saudade é uma dor, mas é uma dor calma, morna, e, curiosamente, é capaz de carregar junto a alegria, uma alegria que sofre, mas que, ainda assim, é alegria. Um dia, quem sabe, no mistério da vida, estaremos todos juntos, com nosso pai e nossa mãe, e seremos, de novo, aquelas crianças.

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